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Biografia do Pintaca

Biografia do Pintaca - Livro em 66 Capítulos

Prefácio

Após dois anos do falecimento de Orlando Bronzatto, o Pintaca, poderemos conhecer uma obra inédita de sua autoria. Trata-se de seus escritos encontrados por Rosana Julia, sua filha, que compilou em capítulos e resgatou as fotos antigas, que agora poderão ser conhecidas neste site. É uma rica história que resgata fatos e lugares antigos e relembra queridas pessoas que conviveram à época de Pintaca. Apresentamos a vocês o Prefácio de Pintaca e suas Memórias.

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Capítulo 1

Lembro-me de minha infância, morava no tradicional bairro onde nasci, o Aterrado, ainda um ponto estratégico de saída para Martim Francisco, local onde centenas de pessoas iam cumprir promessa a Nossa Senhora Aparecida. A imagem ficava num altarzinho, ao lado da parafernália de muletas e fotografias, onde todos faziam suas preces e agradecimentos pelas graças recebidas da Santa, na casa de uma família que recebia os visitantes, carinhosamente, com café e biscoitinhos. Os pagadores de promessas deixavam sobre o prato qualquer dinheiro.

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Capítulo 2

A casa onde morei é hoje a residência dos Motas. Mota foi um português que, quando chegou ao Brasil, foi morar no prédio que abrigava o transmissor da Rádio Cultura, na rua Itororó, Bairro Tucura. Depois, com o seu trabalho, adquiriu a casa e para lá se mudou com sua mulher, para criar os patos e galinhas que eram vendidos na praça, além da máquina de beneficiar arroz. Nessa casa, no quintal da cozinha estava plantada uma mangueira e foi sob o pé dessa frondosa árvore que enterraram o meu umbigo. Sou aterradense e me orgulho muito disso. João, meu pai, trabalhava como pedreiro com a turma do construtor Antônio Mói. Este também sofreu as conseqüências da fuga do Presidente Washington Luiz, já que as construções da cidade pararam. Nesses tempos difíceis de 1924, passamos a viver apenas com o dinheiro advindo dos hortifruti.

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Capítulo 3

Os eucaliptos nos ofereciam uma agradável sombra sob a qual festejávamos o domingo. Ao lado do armazém do Tio Luiz Zorzetto havia o gramadão do campo de futebol, onde a criançada quebrava o pau por conta de um jogo, do qual ninguém queria sair vencido. No campinho, para o escoamento das águas pluviais advindas do alto da cidade, havia enormes bueiros abertos de mais de metro de profundidade, local estratégico para a nossa brincadeira de esconde-esconde e também para passar a mão nas meninas. Era uma farra!

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Capítulo 4

Lembro-me do antigo cinema da rua Padre Roque, (em 1947, veio a ser o Cine Vitória do Pintaca) e também do Teatro São José, que trazia a apresentação das grandes companhias teatrais, dentre elas, a de Procópio Ferreira e de Lison Gaster, uma companhia francesa que percorreu todo o Brasil e considerou o Teatro São José como um dos melhores do interior paulista. Constituía-se de um grande palco. A platéia dispunha de mais de cento e cinqüenta poltronas, com uma varanda que comportava oitenta cadeiras, a dois degraus da platéia. O terceiro nível era chamado de “galinheiro”, como a arquibancada de um circo.

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