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Biografia do Pintaca

Biografia do Pintaca - Livro em 66 Capítulos

Capítulo 35

Em Lins, houve uma das mais pesadas manobras até então executadas pela tropa e, ao final, retornamos ao quartel. Fomos a pé e voltamos andando. Não chegávamos nunca. Perdemo-nos, entramos em um sítio para tomar informação. O sitiante abriu a porta com cuidado, jamais havia visto tanta gente fardada e depois nos orientou corretamente.

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Capítulo 36

Idéia maluca, vinda de um apaixonado! Casamento e guerra não combinam, nem ora nem outrora. E eu pedi a Zulmira em casamento! Expliquei o plano para a namorada, para os pais dela. Seria tudo em segredo, apenas o cartório, o padre e o promotor Doutor Paulo Teixeira de Camargo é que saberiam. Monsenhor Nardim celebraria a cerimônia apenas com a presença dos noivos, dos pais e do casal de padrinhos. E só. A minha família foi contra, avisando-me que, certamente, isso iria dar cadeia e anunciou: “-Ninguém daqui vai comparecer ao seu casamento. Não seremos coniventes com essa loucura.” Voltei para Lins e procurei o Cabo Pedro, enfermeiro, que estava noivo da afilhada do Comandante Danton Benitez, que a havia adotado quando criança e conspiramos: “-Nós marcaremos o casamento no mesmo dia e hora. Você casa aqui em Lins e eu caso em Mogi Mirim. Após um mês, apresentamos as certidões juntas ao comando. Isso dá cadeia, mas eles não vão prender você, porque casou com a filha do patrão. Por tabela, nem a mim. O máximo que pegaremos é oito dias de grade, fazendo serviço noturno.”

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Capítulo 37

Armistício. Os japoneses apelaram após a destruição de suas cidades. Em abril de 1945, o Comandante ordenou a leitura dos primeiros nomes que receberiam a dispensa e voltariam para casa. Dia 13, outra lista foi anunciada e, dentre os nomes, o meu. O retorno a Mogi Mirim foi uma festa e, aos poucos, eu e Zulmira fomos reencontrando lugar na sociedade. Meus pais não aceitaram o casamento. Logo, estávamos morando com meus sogros. Porém, numa noite, no parque de diversões, eu e minha mulher nos deparamos com meus pais e minhas irmãs. Constrangimentos à parte, apresentei-a a minha mãe, ao meu pai e às irmãs. Para surpresa geral, minha mãe convidou-nos para um café em sua casa. O armazém e a casa ficavam perto do parque, fomos para lá. Quando chegamos, meu pai disse: “-Seja bem-vinda a esta casa, Zulmira, esteja à vontade. Vitalina, leve os dois para dentro.”

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Capítulo 38

Na Praça Rui Barbosa, funcionava o serviço de alto-falantes “Vitória”, de propriedade do amigo Joãozinho Marques Ocari, cunhado de meu amicíssimo Orivaldo Bernardes de Oliveira.  Os alto-falantes estavam instalados na sorveteria do Genário Botelho. Ocorria um desentendimento entre Joãozinho e o Prefeito Luiz Amoêdo (Pai), também por conta do volume do som. A convite de Joãozinho, passei a colaborar com a locução no “Vitória”, onde dava as notícias e, aos domingos, os shows. Com isso, voltei a trabalhar naquilo que sempre amei: Comunicação.

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Capítulo 39

Eu adorava trabalhar no Serviço de Auto-Falante “Vitória”. Manelão, que vendia jornais e revistas nos trens da linha Itapira/Campinas, me trazia um “Diário da Noite” todos os dias. Esse jornal me servia de grade para transmitir o jornal falado às 20 horas, após a “Hora do Brasil”. No intervalo, eu descia ao bar de Clementino Diogo, pai de Oswaldo, e tomava um refresco de ¼, de extra-cola, dos Irmãos Stortis. Aconteceu um fato que ficou para os anais. Eu conto.

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