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Biografia do Pintaca

Biografia do Pintaca - Livro em 66 Capítulos

Capítulo 20

Lembro-me das serenatas, que ocorriam nas noites de sábado, madrugadas adentro, pelas ruas da cidade. Os músicos tocavam valsas, xotes, polcas, sambas e canções e as janelas se abriam para os seresteiros. Após duas músicas, as mulheres ofereciam-lhes bolos, café e chá. Esse grupo de cantores era formado pelo Pinho Bueno na flauta, os Patellis em seus violinos, Baltazar Ruas na flauta, Alexandrão no rabecão, Severino na viola, a bateria ficava com os Portiolis e Anardino Paiva na caixa, este, um dos carteiros dos Correios. Eu os acompanhava, carregando a pasta das músicas e quebrava o galho no pandeiro. Depois, aprendi a tocar pistão e ajudava no sopro. Aprendi de ouvido, não sabia música, mas dava as minhas cacetadas.

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Capítulo 21

No ano de 1936, uma das agremiações católicas de maior respeito era a Congregação Mariana da Matriz de São José, que era constituída por dezenas de moços, que usavam largas fitas com as cores azul e branca. Tinham lugar de honra nas missas, procissões e outros eventos religiosos, já que, para serem aceitos como membros, deveriam ter comportamento exemplar; as inscrições eram avaliadas pela análise da vida pregressa do pleiteante. Coisa séria essa triagem, portanto.

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Capítulo 22

A Rua Chico Venâncio comportava a fábrica de balas e xaropes do alemão Estanislau Krol, pai de meu amigo Erwin e de duas meninas, uma delas, a Professora Norma Krol, grande oradora e mestra. Estanislau foi o primeiro a instalar na cidade um aparelho receptor de rádio, de onde puxou um alto-falante na porta, para que todos pudessem ouvir as transmissões dos jogos de futebol. Dezenas de pessoas se acotovelavam diante da casa de Krol. Com o tempo, outros adquiriram o aparelho de rádio receptor, o que me deu uma idéia: fundar uma emissora de rádio em Mogi Mirim. E fiz isso em 1950, mas vou lhes contar mais adiante.

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Capítulo 23

Uma tarde, estava eu em casa, quando bateu à porta o amigo Mauro Maretti, para contar à minha mãe que o telegrafista precisava de alguém para entregar os telegramas. Eu me entendi com os patrões da Casa Cardona, que concordaram que eu desse expediente no serviço de Telégrafos, conciliando os dois empregos. A distribuição de “A Comarca” dava-se na residência dos assinantes, todas as quintas e domingos. Então, eu daria conta de tudo fui para a luta.

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Capítulo 24

Em 1937, fiz o Tiro de Guerra 435 por mais de um ano, por conta do levante dos comunistas na capital, e tínhamos que fazer a ronda na cidade. Na formatura do TG, contratamos uma grande orquestra de São Paulo, bailamos até as cinco da manhã e as famílias compareceram para nos prestigiar.

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