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Capítulo 55

Antônio Carlos de Abreu Sampaio foi vítima de segundo enfarto em 1976 e fui à Santa Casa para visitá-lo. Percebi que ele não estava bem. Lamentei o estado em que se encontrava o meu sócio, mas nada podia ser feito por ele. Saí da Irmandade de Santa Casa de Misericórdia muito chateado e fui até Itapira, pois resolvi atender os médicos- diretores da Clínica Santa Fé, onde exibia filmes ao pacientes em algumas tardes da semana. Pelas viagens a São Paulo, estreitei o relacionamento com os responsáveis pelas distribuidoras dos estúdios Warner Bross, Columbia Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer. Desta forma, podia locar os rolos de filmes 16 milímetros e exibir em vários lugares com os projetores portáteis que adquiri. Quando voltei de Itapira, recebi a notícia do falecimento de Sampaio, dei os pêsames aos familiares e fui ao sepultamento.

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Capítulo 56

Eu havia me separado de minha esposa e morria de saudade de meus filhos. Eu os via raramente e isso incomodava no meu âmago, deixando-me, por vezes, muito transtornado. A saudade é um sentimento difícil de dominar e me deixava melancólico, incompleto, pois privado da presença de minhas crianças tão queridas.

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Capítulo 57

Em Conchal, tinha feito bons amigos. Estava lá trabalhando desde 1955 e minha amizade com o Padre Alberto Velloni me abriu uma porta e oportunidade de negócios. Aproveitei a minha experiência com o SAF “Vitória”, da Praça Rui Barbosa de Mogi Mirim e implantei o mesmo sistema em Conchal, utilizando-me do prédio da Igreja e também do Salão Paroquial. Aristides Trentin, um grande amigo mogimiriano, era um comerciante excelente e vislumbrou a oportunidade de vender televisores em preto & branco para os conchalenses. Com isso, o serviço de alto-falantes da praça capengou, literalmente, porque os moçoilos de famílias abastadas não saíam mais de casa.

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Capítulo 58

Antes do Cine Paratodos, eu mantive o serviço de alto-falantes na Praça de Conchal, a exemplo do que implantei aqui em Mogi Mirim e, pelo som da praça, punha para tocar os tangos de Carlos Gardel, oferecendo-os para uma linda moça por quem me interessei. Eu sabia que um espanhol, antigo namorado da jovem, continuava a investir, mas não iria com ela se casar. A linda moça não mais o queria, mas ele continuou a assediá-la assim mesmo e, pior, com a retaguarda dos irmãos dela, que não me aceitavam. Quer dizer: os irmãos dela aceitavam o espanhol endinheirado e sua obscura história, mas não aceitavam a mim, só porque era pobre, desquitado e pai de três filhos. Só por isso?  Bem, tinha a meu favor o fato de ser um esforçado trabalhador, dinheiro sobrando, não tinha mesmo.

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Capítulo 59 - O retorno

Eu estava feliz com minha companheira, Odete Megiatto, a bela moçoila conchalense cujo coração arrebatei, e vivíamos felizes em Campinas, no Bairro Guanabara. Eu viajava a trabalho feito um louco pelo circuito Mogi Mirim, Itapira, Artur Nogueira e Conchal. Um belo dia, ela me informou que estava grávida e não sabia quais providências tomar. Eu disse: “Fácil, minha querida, vamos morar juntos em Conchal ou Mogi Mirim, não percamos esta oportunidade de ouro.”

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