Capítulo 66 – Um funeral e um casamento

Publicado em Sábado, 03 Outubro 2009 20:29
Acessos: 1576

Após receber a notícia do falecimento de minha primeira mulher, Zulmira, no Hospital das Clínicas de São Paulo, acompanhei o seu sepultamento no Cemitério de Mogi Mirim, com muito pesar, no jazigo da família Miranda. Viúvo, me casei com Odete Megiatto, minha companheira de mais de quarenta anos. A cerimônia civil foi em 23 de janeiro de 1999, em bela cerimônia ministrada pelo juiz de paz do cartório civil, colega de minha filha Rosana, o Doutor José Alves de Oliveira. Após tanto tempo, eu e Odete realizamos o nosso sonho e agora estávamos legitimamente casados. Minhas filhas e respectivos maridos foram os nossos padrinhos.

 

Padre Alberto Velloni nos recebeu na Igreja de Conchal e realizou a cerimônia em 30 de janeiro de 1999, numa bela manhã, na presença de meus filhos e parentes próximos. Eu e Odete oferecemos um churrasco na casa da Ulhoa Cintra e comemoramos a valer nossa duradoura união, agora abençoada pelas leis de Deus e dos homens. Meu amigo e patrão Ricardinho Piccolomini de Azevedo ainda me permite manter a coluna em seu jornal. Aos sábados, tenho um encontro com todas as famílias mogimirianas através de “Comentários”. Dia desses levei um susto, tive que ser socorrido em Campinas, no Hospital Albert Sabin, onde recebi eficiente tratamento. Hoje, sinto-me forte novamente, bem-disposto para enfrentar esta minha vida moderna. Estou feliz e realizado, com minha amantíssima esposa Odete e filhos, publicando o meu trabalho semanal em “A Comarca” e deixo o agradecimento aos amigos que me ajudaram a viver e gozar de boa ventura em minha querida terra, Mogi Mirim. Fim. Nota da colunista: Pintaca terminou a sua biografia aos 83 anos e não a publicou. Aos 12 de dezembro de 2005, aos 86 anos, após receber toda a assistência, faleceu em Campinas. Ricardo, o mandachuva deste jornal, permitiu que publicasse a biografia em capítulos e assim venho fazendo desde 3 de novembro de 2007, encerrando hoje um dos trabalhos que mais me proporcionaram prazer nesta vida. Obrigada pela oportunidade, Ricardo. Estendo os agradecimentos a todos os que colaboraram para elucidar fatos e me manter longe de solecismos graves que o implacável tempo impinge, quando a história adormece. Por isso, pretendo continuar a minha luta para não deixar esmorecer os fatos e já solicitei permissão ao Ricardo para continuar neste canto de página, publicando o imenso arquivo fotográfico de meu querido pai, o Pintaca. Aos leitores, desejo felicidades e sou grata pelas palavras de incentivo e elogio que recebi. Um forte abraço desta emocionada colunista.

Casamento civil em Mogi Mirim, aos 23 de janeiro de 1999.

Casamento religioso, uma semana depois, em Conchal.

Pintaca, aos 83.