Eu estava trabalhando para a montagem de uma estação de rádio em Mogi Mirim e poucos acreditavam que eu iria conseguir. Enquanto isso, “A Comarca” ia fazendo uma pequena divulgação sobre a criação da rádio e alguns leitores questionaram a credibilidade do jornal. Os mogimirianos Emílio José Pacini, Francisco Piccolomini, Orlando Pacini, Gabriel Costábile e Rogério Vieira Tucci coadjuvaram no apoio a mim e ao Acésio, impondo suas condições e dando inevitáveis palpites.
Chegou o mês de agosto de 1950. A firma da Casa Cardona possuía um grande prédio onde seria instalado um distribuidor de óleos para automóveis e peças. O distribuidor não apareceu, o prédio estava abandonado. Ele se situava no meio do pasto, bem no meio de um lugar chamado Vila São José, perto da Vila São João e do Aterrado. Os proprietários nos disseram que, caso conseguíssemos a emissora, poderíamos nos instalar ali. Fomos à Sociedade Técnica Paulista, em São Paulo, comprar a mesa de som, o transmissor, caixa para transmissão externa, microfone e pedestal para Acésio. Guardamos a compra no prédio abandonado da Vila, Mário, o montador da firma, veio para o trabalho. Acésio foi para o Rio de Janeiro e voltou dia 6 de setembro com a permissão de entrar ao ar em caráter experimental, na freqüência dos 1.110 quilociclos, em ondas médias de 270,3 metros. 